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O CONHECIMENTO MUDOU MINHA VIDA

É possível construir uma zona de conforto?


Enquanto eu era aluno, lá no Ensino Fundamental, não gostava nada de estudar.

Ainda tenho guardado meus boletins e olhando o da 3ª série, quase todas as notas estão abaixo da média.

E foi assim na 4ª, na 5ª, na 6ª e na 7ª série, até que finalmente reprovei de ano. Durante um tempo senti só vergonha por isso.

Na época não existia a obrigatoriedade da permanência dos alunos na escola. Por isso, eu parei de estudar e aos 14 anos comecei a trabalhar numa fábrica de calçados.

O trabalho era difícil, sujo, cheiro ruim de couro, tintas e cola. 

Isso não era confortável para mim. Eu precisava construir minha zona de conforto. 

Foi então que voltei a estudar.

Comecei a ir para escola não mais como aluno e sim como estudante.

A partir daí, nenhuma nota abaixo da média. Passava de ano letivo com louvor. 

Ao finalizar o Ensino Médio, já iniciei a faculdade de Matemática, depois fiz pós-graduação em Matemática, em seguida Técnico em Informática e atualmente fazendo pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica.

Sou professor de Matemática há 22 anos e durante minha vida profissional recebi sete prêmios na área da Educação referente a projetos desenvolvidos junto aos meus alunos.

Na sala de aula, realizei muitos cálculos.

Gosto muito do meu trabalho e quando fico sabendo que alguns de meus alunos utilizaram meus ensinamentos para obter sucesso em sua vida profissional, sinto uma satisfação que não consigo calcular.

Em 2010, nas minhas horas vagas, comecei a escrever o primeiro livro para compartilhar alguns assuntos de meu interesse com as pessoas que não são meus alunos. Um romance de Física intitulado "O jardim da Física".

Desde lá, até o momento, são 14 livros. (Para ver suas sinopses basta clicar nas capas abaixo)


Este é meu lançamento:


Talvez você também tenha interesse no conteúdo deste livro. (ou alguém de sua família ou amigos)



Veja a versão em PDF dele aqui:

https://rubiegiordani.kpages.online/meliponicultura


Book trailer O Jardim da Física


Book trailer Gestão das Finanças Pessoais







Meliponicultura

 A importância das abelhas nativas sem ferrão no mundo 

Atualmente, depois de 100 milhões de anos de evolução, as abelhas com ou sem ferrão, somam mais de 20.000 espécies no mundo. Sua importância para a manutenção da vida na Terra é irrefutável. 

A população mundial vem aumentando consideravelmente nas últimas décadas e por isso, a quantidade de alimento deve ser suficiente para a manutenção da vida. 

Com o avanço exponencial das Novas Tecnologias surgem novas formas de otimizar e aumentar a produção de alimento, porém muitas vezes, certas práticas agroindustriais provocam a redução ou até mesmo a extinção de algumas espécies da fauna e as abelhas estão nesta lista. 

Sendo assim, qualquer atividade humana que tem por objetivo preservar os recursos naturais é válida e plausível. 

Meliponicultura, criação racional de abelhas nativas sem ferrão, seja para fins comerciais ou como hobby, garante a preservação de parte das espécies de abelhas, imensamente responsáveis pela polinização e consequente aumento da produção de alimento para o ser humano. 

Neste sentido, o livro apresenta a importância das abelhas nativas sem ferrão na natureza e as vantagens da Meliponicultura. Apresenta a anatomia das abelhas, sua divisão em castas, ciclo de vida e nidificação. Cita a legislação referente à Meliponicultura e indica as maneiras ecologicamente corretas de obtenção de colônias para iniciar a criação das abelhas em caixas racionais. 

A obra também mostra a produção das incansáveis abelhas e evidencia as propriedades nutricionais e terapêuticas do mel nativo. Por fim, dá dicas de como construir e manejar um meliponário, bem como os cuidados necessários para obter sucesso no início da atividade, seja para fins comerciais ou como hobby.

 

O início da Meliponicultura

"Em janeiro de 2017, enquanto eu fazia um reparo em um muro de contenção, encontrei uma pequena colmeia de abelhas da espécie Mirim Droryana (Plebeia droryana). 

A fragilidade das pequenas abelhas me fez parar o conserto no muro para construir uma caixa de madeira a fim de acomodar a colmeia. 

Com muito cuidado transferi a colmeia para a caixa de madeira e fui acompanhando a sua adaptação ao longo dos dias. 

Assim, surgiu meu interesse pela Meliponicultura. 

Foi então, que comecei a estudar um pouco sobre as abelhas nativas sem ferrão (conhecidas como abelhas mirins). Fiz a leitura de alguns livros, realizei cursos e participei de seminários, além de assistir a vídeos sobre o assunto e conversar com outros meliponicultures. 

Aprendi como obter mais colmeias e acompanhei de perto o desenvolvimento de cada uma das colônias. Fiz centenas de fotos, acertei, errei, perdi algumas colmeias pelos invasores naturais, mas também pude saborear seu delicioso mel. 

Humildemente, compartilho com você meus estudos, acertos e erros, fotos, considerações e a certeza de estar fazendo minha parte para a preservação de algumas espécies de abelhas nativas sem ferrão." 

O autor

 

Boa leitura!


Veja como iniciar a criação de abelhas nativas sem ferrão neste livro em PDF



Meliponicultura para iniciantes

PÓLEN E MEL DAS ABELHAS SEM FERRÃO

Como as abelhas armazenam o alimento

No interior do ninho das abelhas sem ferrão o depósito de alimento é construído na forma de potes, feitos e unidos uns aos outros por estruturas de cerume.

São nos potes de alimento, em separado, onde as abelhas armazenam o pólen e o mel.


Pólen

O pólen é a parte masculina da flor. Quando as abelhas visitam as flores, atraídas por uma solução açucarada, transportam em seu corpo minúsculos grãos de pólen de uma flor a outra, contribuindo significativamente para a polinização cruzada.

Parte destes grãos de pólen também fica grudada nos pequenos pelos de uma estrutura chamada corbículas, presente nas patas traseiras, para então ser levado ao ninho e ser armazenado como fonte de proteína.

O pólen é também um importante componente nutricional para as larvas em crescimento.

Abelha da espécie Mirim Droryana (Plebeia droryana) com pólen em suas patas traseiras na entrada da caixa racional.

Fonte: O autor.

 

As abelhas armazenam o pólen e o mel para sua sobrevivência em períodos de escassez e para o inverno.

Porém, com um manejo adequado e racional é possível colher parte do mel para o consumo humano, como remédio ou como alimento.


Mel

O mel é um tipo de açúcar com alto valor energético.

A sua formação inicia quando as abelhas visitam as flores e encontram o néctar, uma espécie de solução aquosa açucarada.

As abelhas sugam este néctar e o armazenam em seu abdome. Ao chegar à colmeia regurgitam esta solução adocicada e a oferece às outras abelhas, que engolem e regurgitam em seguida para outras abelhas, que engolem e depois regurgitam tantas vezes quantas forem necessárias para que haja uma desidratação adequada a fim de possibilitar o seu armazenamento nos potes de alimento.

O processo de desidratação é auxiliado pelo bater de suas asas, que aquece e ventila o ambiente do ninho, favorecendo a evaporação da água do mel. Às vezes, a quantidade de água evaporada é tão grande que as abelhas precisam beberem esta água para em seguida regurgitá-la no exterior da colmeia.

A viscosidade do mel se dá justamente pela retirada da água, ou seja, quanto menos aquoso é o mel, mais viscoso ele se torna.

A umidade do mel das abelhas sem ferrão varia de 18% a 24%, dependendo da espécie.

Neste processo repetitivo de engolir e regurgitar são adicionadas ao néctar duas enzimas: a invertase e a glicose oxidase.

A enzima invertase transforma a sacarose (tipo de açúcar existente no néctar) em glicose e frutose (dois outros tipos de açúcares).

A glicose oxidase transforma a glicose em ácido glicônico (tornando o mel com acidez que varia do pH 3 a 4,5) e peróxido de hidrogênio (água oxigenada) que evita o desenvolvimento de micro-organismos e bactérias que fariam o mel fermentar.

Este processo de produção e conservação do mel realizado pelas abelhas é tão sofisticado que torna o mel um alimento com uma durabilidade incrível (comestível por até dois anos, segundo as leis brasileiras), mas encontrado em tumbas egípcias ainda em perfeitas condições. 

 Potes de mel de abelhas da espécie Jataí (Tetragonisca angustula)
Fonte: O autor.

Veja como criar abelhas nativas sem ferrão neste livro em PDF


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